terça-feira, 22 de janeiro de 2013

QUEM SOMOS?

O QUE É UMA ÁREA FEDERATIVA?


No dia 28 de fevereiro de 1993, portanto, há 19 anos, em reunião ordinária do Conselho Federativo Estadual da FEP, presidida pelo Sr. Júlio Alves, então Presidente da Federação Espírita Pernambucana, foram oficialmente criadas as Áreas Federativas da FEP (AFs), organismos formados pelo agrupamento de centros espíritas, segundo sua proximidade geográfica, com o propósito de executar e dinamizar as ações federativas emanadas da Federação Espírita Brasileira e da Federação Espírita Pernambucana.

O trabalho das AFs objetiva a aproximação fraterna das instituições espíritas de Pernambuco que mantém atividades doutrinárias em conformidade com a Codificação do Espiritismo, com vista à troca de experiências e, acima de tudo, ao fortalecimento do movimento espírita em nosso Estado.

Em sua forma de atuação prima pelo respeito à liberdade de cada instituição vivenciar e dirigir, por si mesma, os ideais de seus Estatutos e de suas programações.

No desenvolvimento dos seus programas elas estudam, sugerem, propõem, mas não impõem e nem absorvem o que fere suas bases organizacionais, federativas e doutrinárias.
Cada AF é conduzida por um coordenador e seus adjuntos, eleitos pelos centros espíritas de sua jurisdição, ou quando assim não for possível, por companheiros(as) indicados(as) pela Coordenação Geral das AFs e aprovados pela Presidência da FEP.

Compete aos Coordenadores de Áreas Federativas:

a) Levantar as necessidades dos Centros Espíritas que compõem a Área Federativa de sua jurisdição;
b) Realizar visitas aos Centros Espíritas sob sua jurisdição;
c) Promover o intercâmbio entre os Centros Espíritas da sua AF;
d) Participar junto à FEP, da elaboração do Calendário de Atividades do Exercício, relativo à Área Federativa de sua jurisdição;
e) Manter contatos sistemáticos com o Coordenador Geral das Áreas Federativas;
f) Coordenar os eventos realizados pela FEP em sua jurisdição, em articulação com seus promotores;
g) Realizar, coordenar e dirigir as reuniões da Área Federativa sob sua responsabilidade para levantar e apreciar as necessidades da AF, das Instituições e do Movimento Espírita;
h) Convidar e motivar os Centros Espíritas de sua AF a comparecerem às reuniões do Conselho Federativo Estadual (CFE) da FEP e aos eventos promovidos pela mesma.

Como podemos ver, o trabalho das Coordenações de AFs e da Coordenação Geral exige dos seus condutores alto nível de responsabilidade e seriedade em virtude da sua efetiva influência na difusão do Cristianismo Redivivo e na concretização dos ideais de união e unificação do movimento espírita.

Sabemos que a tarefa é árdua, mas seus frutos são compensadores. Jesus, ao nos convidar para o trabalho em sua vinha, não prometeu facilidades aos seus seguidores, ao contrário, nos chamou a atenção para as dificuldades que encontraríamos no seu decorrer. É o que está claramente narrado na parábola do Festim de Bodas (Mateus 22:1-14).

No trabalho federativo não há como fugir da incompreensão, da ausência de boa vontade, da desatenção aos chamamentos, da intolerância, da resistência à saída do insulamento institucional e do temor à perda do poder de mando e dominação. Não poderia ser diferente, pois Jesus nos convida à partilha, ao acolhimento, ao respeito às pessoas,às instituições e à abertura para o progresso espiritual, enquanto o mundo de expiações e provas em que estamos acostumados a viver nos ensina o contrário.

Na condução do trabalho voluntário das AFs, se faz imperativo a boa vontade, a determinação, a paciência e a perseverança no enfrentamento dos obstáculos, a renúncia do ego, a responsabilidade e o comprometimento com o trabalho e, acima de tudo, a fidelidade à causa do Cristo rediviva na Doutrina Espírita.

Seus voluntários são os trabalhadores da última hora referenciados por Jesus no seu Evangelho (Mateus, 20:1 a 16). São pessoas que passaram boa parte do dia (vida) sem trabalhar no divino concerto e que, agora, atenderam ao convite enviado há séculos pelo do Cristo: “Porque permaneceis aí o dia todo sem trabalhar? Ide vós também para a minha vinha.”

Portanto, diante dos tempos que já são chegados, é urgente àqueles que aceitaram o convite do Cristo, guardar divina atenção para com o compromisso assumido e perseverar na tarefa. Que, a exemplo do apóstolo Paulo, intimamente, dirijam-se a Jesus e perguntem: “Senhor, que queres que eu faça?”

Autor: Colegiado da Coordenação Geral das Áreas Federativas da FEP
Texto publicado na Revista Aurora Espírita, nº 5, julho-agosto-setembro de 2012.


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