O QUE É UMA ÁREA FEDERATIVA?
No dia 28 de fevereiro de 1993, portanto, há 19
anos, em reunião ordinária do Conselho Federativo Estadual da FEP, presidida
pelo Sr. Júlio Alves, então Presidente da Federação Espírita Pernambucana,
foram oficialmente criadas as Áreas Federativas da FEP (AFs), organismos
formados pelo agrupamento de centros espíritas, segundo sua proximidade
geográfica, com o propósito de executar e dinamizar as ações federativas emanadas
da Federação Espírita Brasileira e da Federação Espírita Pernambucana.
O trabalho das AFs objetiva a aproximação
fraterna das instituições espíritas de Pernambuco que mantém atividades
doutrinárias em conformidade com a Codificação do Espiritismo, com vista à
troca de experiências e, acima de tudo, ao fortalecimento do movimento espírita
em nosso Estado.
Em sua forma de atuação prima pelo respeito à
liberdade de cada instituição vivenciar e dirigir, por si mesma, os ideais de
seus Estatutos e de suas programações.
No desenvolvimento dos seus programas elas estudam,
sugerem, propõem, mas não impõem e nem absorvem o que fere suas bases
organizacionais, federativas e doutrinárias.
Cada AF é conduzida por um coordenador e seus adjuntos,
eleitos pelos centros espíritas de sua jurisdição, ou quando assim não for
possível, por companheiros(as) indicados(as) pela Coordenação Geral das AFs e
aprovados pela Presidência da FEP.
Compete aos Coordenadores de Áreas Federativas:
a) Levantar as necessidades dos Centros Espíritas
que compõem a Área Federativa de sua jurisdição;
b) Realizar visitas aos Centros Espíritas sob sua
jurisdição;
c) Promover o intercâmbio entre os Centros
Espíritas da sua AF;
d) Participar junto à FEP, da elaboração do
Calendário de Atividades do Exercício, relativo à Área Federativa de sua
jurisdição;
e) Manter contatos sistemáticos com o Coordenador
Geral das Áreas Federativas;
f) Coordenar os eventos realizados pela FEP em
sua jurisdição, em articulação com seus promotores;
g) Realizar, coordenar e dirigir as reuniões da
Área Federativa sob sua responsabilidade para levantar e apreciar as
necessidades da AF, das Instituições e do Movimento Espírita;
h) Convidar e motivar os Centros Espíritas de sua
AF a comparecerem às reuniões do Conselho Federativo Estadual (CFE) da FEP e
aos eventos promovidos pela mesma.
Como podemos ver, o trabalho das Coordenações de
AFs e da Coordenação Geral exige dos seus condutores alto nível de
responsabilidade e seriedade em virtude da sua efetiva influência na difusão do
Cristianismo Redivivo e na concretização dos ideais de união e unificação do
movimento espírita.
Sabemos que a tarefa é árdua, mas seus frutos são
compensadores. Jesus, ao nos convidar para o trabalho em sua vinha, não prometeu
facilidades aos seus seguidores, ao contrário, nos chamou a atenção para as dificuldades
que encontraríamos no seu decorrer. É o que está claramente narrado na parábola
do Festim de Bodas (Mateus 22:1-14).
No trabalho federativo não há como fugir da
incompreensão, da ausência de boa vontade, da desatenção aos chamamentos, da
intolerância, da resistência à saída do insulamento institucional e do temor à
perda do poder de mando e dominação. Não poderia ser diferente, pois Jesus nos
convida à partilha, ao acolhimento, ao respeito às pessoas,às instituições e à
abertura para o progresso espiritual, enquanto o mundo de expiações e provas em
que estamos acostumados a viver nos ensina o contrário.
Na condução do trabalho voluntário das AFs, se
faz imperativo a boa vontade, a determinação, a paciência e a perseverança no
enfrentamento dos obstáculos, a renúncia do ego, a responsabilidade e o
comprometimento com o trabalho e, acima de tudo, a fidelidade à causa do Cristo
rediviva na Doutrina Espírita.
Seus voluntários são os trabalhadores da última
hora referenciados por Jesus no seu Evangelho (Mateus, 20:1 a 16). São pessoas
que passaram boa parte do dia (vida) sem trabalhar no divino concerto e que, agora,
atenderam ao convite enviado há séculos pelo do Cristo: “Porque permaneceis aí o dia todo sem trabalhar? Ide vós também para a
minha vinha.”
Portanto, diante dos tempos
que já são chegados, é urgente àqueles que aceitaram o convite do Cristo, guardar
divina atenção para com o compromisso assumido e perseverar na tarefa. Que, a
exemplo do apóstolo Paulo, intimamente, dirijam-se a Jesus e perguntem: “Senhor, que queres que eu faça?”
Autor: Colegiado da Coordenação Geral das Áreas Federativas da FEP
Texto publicado na Revista Aurora Espírita, nº 5, julho-agosto-setembro de 2012.
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